9 Conselhos de pediatras para o crescimento saudável de seu filho(a)



São alguns cuidados que mães e pais devem ter. E ninguém melhor do que um pediatra para nos aconselhar sobre os melhores hábitos para fortalecer a imunidade, dos nossos bebês e/ou das nossas crianças.

Por isso, pesquisamos sobre os melhores especialistas da área, que nos facultaram dicas de excelência para que o seu filho/a tenha uma saúde de fibra e plena. Dê uma olhada!

Quando pensamos na saúde dos nossos filhos, tudo que pudermos fazer para prevenir doenças e os proteger, como pais dedicados que somos, com certeza faremos, por exemplo: 

  1. Não deixá-los expostos a agentes infecciosos;
  2. Preparar um prato colorido rico em nutrientes;
  3. Matriculá-lo em diferentes atividades físicas;

Amamente o seu filho pelo menos até os seis meses de idade

O leite materno possui um importante papel na imunidade dos bebês, pois contém células de defesa e fatores anti-infecciosos que têm a função de proteger o organismo dos pequenotes.

Tem ainda ação anti-bacteriana, protegendo os recém-nascidos de doenças infecciosas, alergias, obesidade e diabetes, além de conter nutrientes que trazem efeitos positivos no aprendizado e no desenvolvimento da cavidade bucal.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda a amamentação como único alimento para o bebê por aproximadamente seis meses. Após esse período, a amamentação deve ser e complementada com outros alimentos até os dois anos ou mais. 

Monte um prato bem colorido

A partir dos seis meses de vida, é necessário começar a introduzir os outros grupos alimentares na dieta da criança. Os alimentos sólidos contém componentes como fibras, vitaminas, microminerais e proteínas, mas no inicio da alimentação complementar eles precisam ser amassados e oferecidos em forma de papinha, pois a criança após os primeiros 28 dias de vida podem se engasgar.

A dieta de qualquer criança deve ser extremamente equilibrada, incluindo leite, verduras, legumes, frutas, cereais e carnes brancas e vermelhas. O resultado é um prato rico em nutrientes essenciais para proteger o organismo.

Uma alimentação balanceada é o primeiro passo para um sistema imunológico forte e a prevenção do excesso de peso, que pode gerar outros problemas no futuro.

Quando a criança já está maior e consegue mastigar e é importante continuar incentivando a dieta equilibrada. O que é comum, logo nos primeiros anos de vida, é os pais passarem a oferecer refrigerantes, doces e alimentos industrializados para as crianças, como salgadinhos e bolachas. Experimente trocar esses lanches por frutas, para a criança acostumar com o consumo desses alimentos mais saudáveis desde cedo, e restrinja as guloseimas. 

Respeite a soneca da tarde

Além das oito horas de sono diárias, é importante que crianças, de até cinco anos de idade, tenham a chamada soneca da tarde ou soneca do dia. O sono da tarde melhora a produtividade da criança, diminui a irritação, ajuda no desenvolvimento cognitivo e melhora a coordenação motora.

A ansiedade gerada por dormir pouco pode inclusive fazer com que a criança coma mais do que o necessário, predispondo a obesidade. Segundo os especialistas, o sono no período da tarde é obrigatório até um ano e meio, e após essa idade fica a critério da criança escolher se quer tirar um cochilo ou não. Algumas crianças já ficam descansadas com as oito horas de sono da noite, não sendo necessária a soneca. Por isso, é importante conversar com a criança, para entender a necessidade desse descanso ou não. 

Mantenha a cartela de vacinação em dia

Vacinar o seu bebê/criança ajuda na prevenção das doenças para as quais existem vacinas. A vacina é uma imunização passiva, ou seja, o organismo cria anticorpos contra a bactéria ou vírus que causam a doença sem que os mesmos tenham ficado doentes. Além disso, a vacinação aumenta a produção de células defensoras protegendo o nosso corpo inclusive contra outras doenças.

Um total de 12 vacinas deve ser tomado até os seis anos, conforme recomendação dos especialistas. Estas sãos:

  1. BCG;
  2. Hepatite B;
  3. Tríplice bacteriana (difteria, coqueluche e tétano);
  4. Poliomielite;
  5. Haemophilus influenzae tipo B (meningite, epiglotite, septicemia, pneumonia);
  6. Pneumocócica conjugada (meningite, pneumonia, sepse, bacteremia e otite média aguda);
  7. Rotavírus;
  8. Meningocócica C conjugada (meningite);
  9. Influenza;
  10. Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  11. Varicela;
  12. Hepatite A;

Fora essas, a vacina contra a Febre Amarela é fundamental em áreas de alto contágio e também deve ser feita nessa fase da vida.

Deixe a criança brincar ao ar livre

Muitas mães/pais acreditam que se a criança brincar ao ar livre, estará altamente exposta a vírus e bactérias, correndo mais risco de pegar doenças. Bem, esse tipo de cuidado pode ter um efeito contrário. Crianças que brincam apenas em lugares fechados são mais propícias a ficarem doentes, pois esses ambientes concentram um número maior de vírus, bactérias e ácaros.

Ao brincar ao ar livre, a criança entra em contato com outras pessoas e cria mais anticorpos, aumentando sua imunidade, além de o contato com a natureza e com outras crianças é proporcionado mais diversão e uma qualidade de vida melhor.

Outro benefício de brincar ao ar livre é o fato de criança tomar mais sol, que é um bactericida natural. "A exposição ao sol de maneira saudável, sempre com proteção e nos horários adequados, deixará os ossos da criança mais fortalecidos, assim como sua imunidade", afirma Marcelo Reibscheid. 

Ensine a criança a manter hábitos de higiene

É importante que desde cedo a criança tenha consciência da importância da higiene diária, desde lavar as mãos antes de comer ou após sair do banheiro até tomar banho e escovar os dentes após as refeições. Manter estes hábitos de higiene, retira impurezas e diminui a quantidade de bactérias, vírus, vermes e outros micro-organismos que ficam alojados nas mãos e no corpo.

Com isso, prevenimos a transmissão de doenças infecciosas como verminoses, gripes, resfriados e diarreias e evitamos problemas com cáries, gengivites, entre outros. 

Estimule a prática de exercícios

Se não for exagerada, a atividade física só trará benefícios para a criança. Esta prática estimula o desenvolvimento físico e da musculatura, da coordenação motora, previne a obesidade e incentiva o convívio social.

Segundo especialistas, o incentivo a movimentos como sentar e levantar podem ser feitos a partir dos seis meses de idade, e o estímulo da prática de atividades esportivas estão liberados a partir do primeiro ano de vida. Existem também aulas de natação e ioga para bebês para serem feitas junto com os pais, estes exercícios também fortalecem o vínculo afetivo entre pais e filhos. 

Estabeleça uma rotina

As crianças não gostam de nada que seja desconhecido ou mal planejado, e acabam ficando estressadas, alertam os especialistas. Por isso, é interessante criar uma rotina com horários pré-estabelecidos para o banho, refeições, descanso e demais atividades ao longo do dia.

Dessa forma, após cada atividade, a criança saberá o que virá na sequência e terá conhecimento do seu dia a dia, fator que melhora o desenvolvimento cognitivo e previne a ansiedade. 

Deixe a criança longe do fumo passivo

O fumante passivo inala as mesmas substancias tóxicas que o fumante ativo. São tóxicos que, entre outros problemas, podem causar alergias respiratórias (como bronquite, bronquite asmática, asma, rinite e sinusite), dificultar a aprendizagem da criança e até prejudicar sua audição.

Bebês que são constantemente expostos ao fumo passivo ainda podem ser vítimas da síndrome da morte súbita infantil, causada pelas substâncias tóxicas do cigarro.

E não adianta fumar longe da criança:

  1. As substâncias ficam impregnadas na sua roupa;
  2. Nas paredes e nos móveis da casa;
  3. Onde a criança pode passar a mão e levar os dedos contaminados à boca;

Sofrendo os mesmos efeitos..


Fiquem atentos e cuidem bem dos vossos tesourinhos! ;)

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